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A nuvem como meio para a transformação digital

Confira a última edição do CyberTech Report realizada pela Distrito, nosso Founder and CSO, Thiago Caserta, falou sobre “A Nuvem como meio para transformação digital.”, analisando o atual cenário de transformação digital e como nós fazemos a diferença nesse segmento.

A Kumulus é uma startup nacional que se especializou em acompanhar a jornada das empresas para a nuvem e oferecer serviços gerenciados de administração de ambientes e segurança dos próprios. Primeiramente, como vocês enxergam esse período de transformação digital acelerada, na qual empresas de todos os portes resolveram adotar a nuvem para digitalizar a entrega de seus produtos e serviços? Como tal período foi encarado pela Kumulus?

Costumamos dizer aqui na Kumulus que a transformação digital é, em primeiro lugar, uma transformação cultural, uma mudança de mindset que as organizações precisam adotar devido aos fenômenos da nova economia e da globalização digital. É interessante notar que, devido a tais fenômenos, mudanças estruturais na nossa sociedade ocorreram, tanto nos hábitos de consumo como de trabalho.

Com o aumento vertiginoso da utilização de devices, como smartphones e tablets, é possível dizer que essa transformação não é apenas necessária, mas obrigatória para que as empresas permaneçam relevantes. Um exemplo que gosto de utilizar são os dos próprios clientes das empresas.

Considerando a visão convencional de mercado, os clientes são meros atores passivos com os quais as empresas possuem relacionamento. Em uma era digital, porém, avançamos para um mundo dominado por um conceito conhecido como rede de clientes. Nesse contexto, todos os clientes ou potenciais clientes de uma organização se conectam e interagem com a sua marca de forma dinâmica e contínua.

Hoje, os clientes são influenciadores uns dos outros, com o poder de construir ou destruir a reputação de empresas e marcas, mostrando assim o claro poder que possuem no âmbito do consumo.

A utilização das plataformas digitais, as quais se tornaram possíveis graças ao avanço tecnológico, muito alavancado pelas capacidades da nuvem, também afetam a maneira como os consumidores procuram, analisam, compram e utilizam os produtos e serviços de uma determinada empresa, bem como interagem e se mantêm conectados com as organizações.

Isso força as empresas a repensarem a forma de atrair novos clientes e reter os já existentes, seja através do uso eficiente das redes sociais, plataformas de busca, lojas online e até mesmo seus diversos canais de comunicação, que podem utilizar tecnologias de inteligência artificial, por exemplo, para garantir um atendimento mais assertivo.

Também notamos uma mudança no nível de agilidade exigido pela nova economia. Quanto tempo estamos dispostos a esperar por um táxi hoje em dia? Alguns minutos talvez! Isso tem relação com essa mudança de hábito que a tecnologia impulsionou, a qual permite que hoje solicitemos um transporte terrestre, como um táxi, com apenas alguns toques do nosso smartphone, conectando com o carro disponível mais próximo baseado na nossa localização geográfica.

Essa “falta de paciência”, característica presente na atual sociedade digital, é que vem exigindo a agilidade na transformação das empresas. As empresas precisam lançar novidades, precisam estar em mais canais, precisam corrigir bugs de maneira mais rápida.

No fim do dia, a tecnologia é meio para essa transformação, mas o objetivo principal da organização sempre será o de se adaptar ao mundo cada vez mais digital em que vivemos hoje. O mesmo se passa no ambiente de trabalho. Podemos dizer que a pandemia do COVID-19 acelerou essa mesma transformação mencionada sobre os hábitos de consumo — o aumento no volume de transações via plataformas de delivery como iFood e Rappi representa bem isso —, mas principalmente no modelo de trabalho.

Como se adaptar aos conceitos remote first, home office e organizações híbridas? Utilizando de maneira eficiente a tecnologia disponível hoje, principalmente quando destacamos a capacidade que a nuvem possui de disponibilizar de maneira rápida e eficiente exatamente aquilo que minha organização necessita, sejam soluções de colaboração que permitam a extensão do escritório físico, com mais segurança e de forma mais ágil, ou aplicativos para agendamento de mesa no escritório devido ao distanciamento físico praticado até então.

Com essa visão em mente, notamos que o que ocorreu foi uma percepção acelerada das organizações para implementarem tais mudanças estruturais, as quais possibilitam que essas organizações se adaptem à atual era digital que vivemos. A Kumulus encara esse período como uma onda de transformação natural e necessária e, como agentes da transformação digital, temos a oportunidade de apoiar centenas de organizações a utilizarem a o melhor da tecnologia, que é meio, da maneira mais efetiva possível, para que elas possam alcançar melhores resultados nessa nova economia.

Você poderia detalhar como funcionam as soluções e ofertas da Kumulus para auxiliar a jornada das empresas para a nuvem e mitigar as ameaças que existem nesse tipo de ambiente?

Somos agentes da transformação digital. Nos consideramos enablers, ou seja, facilitadores para que os objetivos dos nossos clientes sejam alcançados. Para nós, o nosso sucesso é medido pelo resultado que os clientes dos nossos clientes terão com as soluções que implementamos, gerenciamos e suportamos.

Nosso portfólio se baseia em dois pilares principais de transformação:

A transformação da cultura/mindset, a qual chamamos de Agile Transformation, e um segundo pilar que é a tecnologia em si. Desses dois pilares principais, oferecemos soluções personalizadas para cada tipo de cliente, baseado nas suas principais dores, tamanho, setor e outras características que avaliamos durante os primeiros engajamentos que temos com cada empresa.

Hoje atendemos empresas de diversos tamanhos e segmentos, e temos apoiado não apenas na jornada para a nuvem, mas na estruturação de um plano estratégico de transformação digital, que envolve, além da nuvem em si, soluções com foco em Data Analytics, Application Modernization, DevOps e Modern Workplace.

A nuvem possui o conceito de gestão compartilhada. Os grandes players desse mercado, como Microsoft, Amazon e Google são responsáveis por prover os recursos computacionais necessários para armazenar e processar as cargas de trabalho de empresas em todo o mundo. Quando falamos de segurança, diversas camadas de proteção já são fornecidas por essas mesmas empresas, como segurança e redundância física dos recursos, isolamento e segregação dos ambientes de cada cliente, certificações internacionais de segurança e compliance, além de toda a infraestrutura necessária para suportar os maiores negócios do mundo, com milhares de profissionais monitorando e gerenciando tais recursos.

Por outro lado, cabe a cada empresa fazer a gestão do seu lado da ponta, seja das suas próprias aplicações, que foram configuradas através dos serviços de nuvem, como seus dados são armazenados e utilizados, bem como entender as premissas de segurança necessária para o seu negócio.

Dessa forma, podemos dizer que muitas vezes se faz necessário o apoio de parceiros estratégicos, como a Kumulus, que apoiam as organizações fornecendo essa camada adicional de segurança, através de soluções que atuarão no nível das aplicações e soluções utilizadas por cada cliente. Essas soluções podem partir de um simples antivírus que deverá ser instalado nos servidores virtuais do cliente até soluções de monitoramento e segurança contra ameaças como um Web Application Firewall (WAF), um time de especialistas em segurança que atuarão em escala 24×7 dentro de um centro de operação de segurança (SOC), entre outros.

É prudente concluir que, pelo seu core business, a Kumulus possui experiência em ajudar empresas de todos os segmentos e portes na jornada para a nuvem. Na visão de vocês, quais são os principais riscos dessa jornada (quando feita sem o apoio devido) e quais são os principais erros que as corporações adotam ao decidir por usar tal tecnologia?

Os maiores equívocos durante essa jornada estão relacionados com o entendimento correto da dor e a forma como a empresa busca realizar essa transformação e/ou um foco muito grande na tecnologia que ele deseja utilizar, do que na solução em si.

Para elucidar, podemos pensar numa empresa que está buscando uma solução para melhorar o atendimento aos seus clientes através de canais digitais. Essa não é necessariamente a dor do cliente, talvez o cliente simplesmente não é entendido durante o atendimento, mas, baseado nessa percepção, essa empresa resolve criar um chatbot para que o seu cliente tenha um contato self-service a qualquer hora do dia para que ele tire dúvidas, por exemplo.

Se o cliente não estiver buscando isso e, de fato, o problema tenha relação com a compreensão do seu problema, uma simples solução que responde as perguntas mais comuns através de um chat pode deixá-lo mais frustrado, gerando maior insatisfação. No fim do dia, notamos que essa empresa criou apenas uma barreira adicional, pois ela focou demasiadamente numa percepção de dor que não era a dor principal, ou olhou apenas a tecnologia em si (“quero ser uma organização inovadora, vou criar um chatbot”).

É muito comum ouvirmos no mercado empresas que querem ir para nuvem, que querem ter um data lake, buscam trabalhar com machine learning, mas elas acabam deixando de lado a visão de que essas tecnologias são apenas o meio. O grande segredo para uma jornada de sucesso é entender para onde a organização está indo, do ponto de vista de mudanças estruturais, culturais e de processos, que eventualmente vão gerar maior atratividade, qualidade, e outros benefícios e diferenciais para o seu cliente final e aí sim compreender quais tecnologias e soluções deverão ser adotadas para atingir esse resultado.

No geral, podemos dizer que a nuvem é o alicerce de tudo. Não temos dúvidas de que fará muito mais sentido utilizar as tecnologias em nuvem por inúmeros motivos já conhecidos, como elasticidade, escalabilidade, acesso a tecnologias avançadas pagando pelo tempo de uso e de acordo com a necessidade e tamanho da empresa, porém a premissa principal é entender como de fato essa jornada se encaixa para a minha empresa. Claro que uma empresa poderia simplesmente fazer uma migração da sua infraestrutura on-premise para a nuvem, e isso já poderia ser considerado parte de um plano de jornada para a nuvem.

Mas, levando em consideração os aspectos da transformação digital mencionados em outras respostas, a re-arquitetura do ambiente tecnológico atual, a definição de novas soluções necessárias, bem como a otimização da operação, com certeza deve considerar essa visão de mapear e entender os principais desafios que a empresa busca atender, para que ela se mantenha relevante no mercado em que atua.

É possível perceber que a Kumulus carrega consigo, em seu DNA, uma forte ligação com a inovação e fomento de outras startups em geral. Como se dá essa relação da marca com a inovação aberta e incentivo a novos empreendedores? Vocês possuem e/ou participam de programas e iniciativas relacionadas ao assunto?

Por sermos especializados em transformação digital, a Kumulus está sempre envolvida em iniciativas de inovação. Temos orgulho de ter em nosso hall de clientes startups como Neon, Dentro da História, Netshow.me, além de ter apoiado diversas outras startups e empreendedores a darem o pontapé inicial nas definições do seu stack tecnológico. Em geral, nós atuamos muito próximo dos próprios empreendedores desses negócios ou o CTO da startup. Além de ter participado como membro da Associação Brasileira de Startups e patrocinado eventos como o CASE (Conferência Anual de Startups e Empreendedorismo), nós atuamos diretamente com nossos parceiros de tecnologia, como Microsoft e Google, em programas de incentivo às empresas Digital Natives e startups no geral, além de participarmos e organizarmos hackathons que buscam desenvolver novas soluções a partir de tecnologias em nuvem.