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Inovação Disruptiva: o que é e como funciona

Inovação Disruptiva

Já sabemos a relevância que novas tecnologias como Machine Learning, Internet das Coisas (IoT) e Inteligência Artificial possuem na transformação digital. Mas para que estas tecnologias, e as que nem foram criadas ainda, nos ajudem a superar os novos desafios que surgem todos os dias, devemos continuar inovando e pensando além. 

É aqui que falaremos sobre como a inovação disruptiva é necessária no atual cenário da tecnologia.

Conceito de Inovação Disruptiva

A primeira vez que o termo “inovação disruptiva” foi usado foi pelo professor Clayton Christensen, da Harvard Business School, onde em seu livro “O dilema da Inovação” ele aborda produtos e serviços que perturbam um setor ou que criam um novo segmento no mercado. 

Quando falamos de algo disruptivo estamos referenciando algo original, único. 

De acordo com um relatório do Citigroup, essas rupturas tecnológicas impactaram cerca de 10% das empresas pública globais por capitalização de mercado nas últimas décadas. É estimado que nas próximas décadas até 47% deverão se adaptar a alguma forma de ruptura tecnológica. 

Mas como se deu isso nos últimos anos? 

Veja a Apple, por exemplo. Com o lançamento do iPhone, suas concorrentes viram o mercado de telefonia móvel mudar drasticamente, fazendo que com elas tivessem que se adaptar ao novo patamar alcançado pela Apple.  

Empresas modernas, como startups estão mais flexíveis a esse tipo de inovação, já que estão mais dispostas a assumir erros a fim de criar soluções mais inovadoras. 

Conheça alguns exemplos de como se dá essa ruptura no mercado para que a inovação disruptiva seja possível: 

  • Assumir riscos maiores;
  • Assumir lucrar com margens inferiores, mesmo que só no início;
  • Pensar em criar um novo segmento de mercado ou até mesmo movimentar um mercado estagnado;
  • Envolver novas tecnologias e novos modelos de negócio.

As diferenças entre Inovação Disruptiva, Radical e Incremental 

A princípio podemos começar a entender inovação como sendo um termo variante, uma vez que de acordo com diversos autores há muito o que se analisar. Mas para chegar a um consenso, existem três princípios básicos.

São eles: 

  • Gerar valor para todos os steakeholders; 
  • Beneficiar o mercado consumidor; 
  • Ser única no mercado. 

Ao se aprofundar ainda mais neste conceito, chegamos a conhecer as três categorias de inovação: Incremental, Radical e Disruptiva. Vamos explicar mais sobre elas. 

O que é Inovação Incremental

Como o nome já deixa a dica, ela consiste em uma série de pequenas melhorias ou atualizações feitas em produtos, serviços, processos e métodos, por exemplo, já existentes. Elas não geram um grande impacto no mercado, já que estão focadas na melhoria de algo já existente. 

Esta categoria pode ser considerada a mais comum, já que é mais barata, menos complexa e, portanto, menos arriscada. 

O que é Inovação Radical

Para entendê-la podemos utilizar o exemplo utilizado pelos autores Kim e Mauborgne sobre “estratégia do oceano azul”, que consiste em uma abordagem diferente para o crescimento de um certo negócio.  


Pensamos em uma empresa já existente, ao invés desta empresa brigar por uma nova fatia de mercado, ela começa a explorar novos mercados. Isto, ao contrário da inovação incremental, exige um investimento significativo.

Neste mesmo discurso dos autores é encontrada a terminologia “mar vermelho”, que diz respeito aos mercados saturados, com diversos players e muita concorrência. 

E a Inovação Disruptiva?

Diferente do que se pode pensar, ela não chega para criar produtos mais caros. É um processo em que uma tecnologia, um produto ou um serviço é transformado e substituído por um novo com uma solução superior – o que para o cliente pode se tornar algo mais acessível e simples. 

Isso faz com que empresas pequenas, como startups, possam entrar de cabeça nesse mercado, muitas vezes indo de frente à gigantes da indústria.  

Para analisar este cenário do que realmente é uma inovação disruptiva precisa-se pensar no tempo atual. Por exemplo: os primeiros notebooks foram considerados disruptivos e, atualmente, já estão passando por fases de inovação incremental. 

Outro olhar importante que se deve ter para uma inovação ser considerada disruptiva é se ela escala do underground para o mainstream – para as massas.

Porque a maioria das inovações disruptivas começam como um experimento de pequena escala, quando a inovação se mostra bem-sucedida, existe o movimento para o mercado de massa. 

Exemplos de Inovação Disruptiva

Uber

Quando se trata de mobilidade urbana, não podemos deixar de pensar em Uber, nos dias de hoje. Seu surgimento em 2011 transformou desde grandes cidades como São Paulo até as menores cidades que têm acesso ao serviço. 

Com um celular na mão e o simples apertar de um botão você consegue um carro para locomover-se para onde quiser. Em 2016 uma nova inovação, o lançamento do Uber Eats, que permite a entrega de lanches e refeições que são solicitadas pelo mesmo aplicativo.  

Ambos ofereceram para os clientes menor custo se comparados aos serviços tradicionais e trouxeram uma, considerável, excelência ao serviço. 

Amazon Web Services(AWS)

Com os serviços de nuvem é possível inovar cada vez mais rápido, mas a primeira a trazer a criação de nuvens públicas foi a Amazon. 

A nuvem pública é como um pool de recursos virtuais que é provisionado e alocado por meio de uma interface de autosserviços, de forma simples e prática. 

Uma vez que a Amazon se torna um provedor de nuvem públicas, milhares de outras companhias o fizeram, criando novos provedores como o Google, Microsoft, IBM etc.  

Airbnb

Outro grande exemplo: a empresa iniciou oferecendo seu serviço na Califórnia, Estados Unidos. Eram pequenos quartos, hostels para estudantes que buscavam acomodações mais práticas e baratas.

 Ele foi criado para atender uma demanda mais específica e de necessidade existente, porém sem concorrentes. 

Uma vez que todos os seus serviços foram testados e aprovados, a empresa começo a utilizar mais tecnologias para escalar e chegar ao mainstream.  

Netflix

Aqui temos um exemplo clássico: hoje não se fala mais em locadoras de vídeo. Se sim, se tornou uma raridade. 

A Netflix, com o serviço de streaming, sacudiu este mercado. Para quem não sabe, ela começou como uma empresa de locação de DVDs online, que eram enviados por correspondência.

E atualmente, é gigante em oferecer e produzir filmes online por demanda, sem sair de casa.  

Gerando resultados por meio da Inovação Disruptiva

Analisando de modo geral, para poder liderar o mercado de inovação é preciso encarar diversos desafios. A tecnologia disruptiva é um facilitador dessa inovação, sim. Porém ela deve ser incorporada na empresa se o modelo de negócio for viável. 

Quanto mais empresas buscam vantagens competitivas, mais o mercado se transforma, o que aumenta as oportunidades de inovações disruptivas acontecerem. Além disso, ela possibilita que empresas pequenas que se desafiam, se consolidem como grandes players do mercado.  

Ao fazer este movimento, está se remodelando diversos mercados existentes, o que traz enormes resultados para a sociedade e para as empresas como um todo.  

Aqui no Brasil a inovação disruptiva está presente em diversos segmentos, uma vez que o povo brasileiro já se demonstrou estar aberto às novas tecnologias. 

Está pensando em transformar com inovação? Conte com a Kumulus para trazer vida ao seu projeto.